Em
Jaimini, no contexto do cálculo das daśās
e também para a determinação da longevidade, considera-se que Rāhu e Ketu
teriam regências. Rāhu seria o regente de aquário, enquanto Ketu, de escorpião.
Isso é citado por Raghavabhāṭṭa em seu Jātaka sāra saṅgraha, além de aparecer
também no Vanchināthīyam e no Vṛddha kārikā, que é a principal referência para
compreender o Upadeśa sūtra de Jaimini.
Essa
ideia, no entanto, não é aplicada no contexto da interpretação do mapa. Isso é
algo que todo praticante de Jaimini que tenha estudado esses textos sabe, pois
diferente de Parāśara jyotiṣa, em Jaimini nós não temos apenas textos que
instruem sobre técnicas, mas também textos que dão exemplos práticos com mapas
reais. Como nenhum dos exemplos práticos incorpora as regências de Rāhu e Ketu
para interpretação e como os autores que citam o conceito não instruem que ele
deve ser aplicado no contexto da interpretação, fica claro que a ideia é
limitar a técnica a situações específicas. Isso também foi seguido por
autoridades recentes, como Iraganti Rangācharya, Madhura Kṛṣṇamūrti, etc.
Inclusive,
outra questão interessante é que em Jaimini, considera-se que Ketu se exalta em
leão e se debilita em aquário, enquanto Rāhu se exalta em escorpião e se
debilita em touro. Essa visão é corroborada pelas mesmas fontes que citei aqui,
sendo que há ainda uma tradução do Jātaka sāra saṅgraha que inverte essas
dignidades de Rāhu e Ketu, algo que não aparece nos outros textos. Porém, devo
admitir que eu não acredito no uso de dignidades para os nodos, já que na
literatura de jyotiṣa além de haver
muitas discordâncias sobre o assunto, há também um enorme número de astrólogos
clássicos que, assim como eu, não consideram dignidades ou mesmo regências para
os nodos.