As vezes encontramos
mapas onde quatro ou mais grahas se
concentram em um mesmo signo, o que em geral não é um bom sinal. Os astrólogos
helenísticos chamaram essa configuração de stellium.
No jyotiṣa não há um termo equivalente a stellium,
mas apenas graha-yoga que quer dizer
'união de grahas' e, de acordo com o
número de grahas envolvidos, dá-se
uma definição numérica ao yoga.
P. e., se há três grahas envolvidos, o nome de tal graha yoga é tri-graha-yoga, se são quatro, chatur-graha-yoga,
se cinco, pancha-graha-yoga, seis, ṣaḍ-graha-yoga e se envolver todos os
sete (de Sūrya a Śani), sapta-graha-yoga.
Nesse caso, os nodos (Rāhu e Ketu) não são incluídos, pois pertencem ao grupo
de chāyā-grahas (grahas sombra, incorpóreos), os quais apenas acentuam efeitos,
tornando-os mais extremos.
Há vários textos de
jyotiṣa que trataram dos graha-yogas,
mas poucos delinearam os efeitos específicos de cada um dos yogas que envolvem quatro ou mais grahas. Um desses textos é a Sārāvalī de
Kalyāna Verma, o qual dedicou os capítulos 15-19 a descrever os efeitos de yogas envolvendo de dois a até no máximo
seis grahas. Sapta-graha-yoga foi ignorado, pois na verdade o seu nome é gola yoga, cujos efeitos são indigência, preguiça, ignorância, desonra, tristeza e impureza, de acordo com o cp. 21 da Sārāvalī.

