segunda-feira, 1 de março de 2021

Curso online sobre Rāhu e Ketu - inscrições até o dia 10.05

Em maio, darei um curso online, via google meet, sobre os nodos lunares. Serão oito aulas, quatro sobre Rāhu e quatro sobre Ketu. A ideia inicial é abordar Rāhu nos dias 18, 19, 20 e 21 de maio, e Ketu nos dias 25, 26, 27 e 28 de maio, porém, conforme a disponibilidade dos alunos, posso rever as datas.

Nesse curso aprenderemos tudo sobre como interpretar os nodos lunares, Rāhu e Ketu, conforme o que ensina a literatura clássica. Veremos desde o caráter básico dos mesmos, até seus resultados nas casas, signos e na interação com outros grahas. Tudo será exemplificado com dezenas de mapas, acompanhando PDF para consulta e o acesso a todas as gravações das aulas, o que viabilizará o acesso ao conteúdo mesmo aos que não puderem comparecer aos encontros online.

Os tópicos abordados no curso serão:

 

RĀHU (nodo norte)

1. Sobre a natureza de Rāhu

2. Kārakātva – lista de significados atribuídos a Rāhu

3. Considerações especiais sobre os nodos lunares

4. Rāhu nos doze signos

5. Rāhu nas doze casas

6. Rāhu conjunto a outros grahas

7. Rāhu mahādaśā e trânsitos

8. Upāyas - remédios 


KETU (nodo sul)

1. Sobre a natureza de Ketu

2. Kārakātva – lista de significados atribuídos a Ketu

3. Considerações especiais sobre os nodos lunares

4. Ketu nos doze signos

5. Ketu nas doze casas

6. Ketu conjunto a outros grahas

7. Ketu mahādaśā e trânsitos

8. Upāyas - remédios

 

O prazo máximo para a inscrição no curso será o dia 10 de maio. O valor do investimento é de R$ 800,00, sendo que também é possível parcelar o valor em até 12x via pagseguro com um acréscimo de R$ 40,00, devido a taxa cobrada pelo pagseguro.

Os interessados no curso devem me contatar via whatsapp (12996242742) ou email (jyotishabr@gmail.com). 

 

oṁ tat sat

domingo, 10 de janeiro de 2021

A doutrina dos sectos no jyotiṣa

Há uma doutrina astrológica que acabou se deteriorando na tradição indiana: a doutrina dos sectos. Nessa doutrina, que é de origem helenística, os grahas diurnos seriam Sūrya (Sol), Guru (Júpiter) e Śani (Saturno), enquanto os noturnos seriam Chandra (Lua), Śukra (Vênus) e Maṅgala (Marte). Budha (Mercúrio), por ser de natureza adaptável, se dá bem em ambos os sectos, diurno e noturno.

Essa doutrina dos sectos estabelece que os grahas de natividade diurna ganham força e benevolência em genituras diurnas, enquanto os noturnos ganham o mesmo em genituras noturnas. O inverso também é válido, ou seja, em uma genitura diurna, Maṅgala se torna potencialmente mais maléfico, enquanto que em uma genitura noturna, Śani é quem se torna potencialmente mais cruel. Da mesma forma, os luminares e os benéficos de cada secto perdem parte de sua eficiência e benevolência nos sectos inadequados para os mesmos.

No jyotiṣa, embora essa doutrina tenha sido substituída pela teoria de que Sūrya, Guru e Śukra ganhariam força de dia, enquanto Chandra, Maṅgala e Śani ganhariam força (natonnata-bala) de noite, antes do Bṛhat jātaka de Varāhamihira (séc. VI), a doutrina helenística provavelmente era a que vigorava, já que ela foi, inclusive, apresentada no Yavana jātaka (séc. III) e no Vṛddha Yavana jātaka (IV), os dois primeiros textos de jyotiṣa horoscópicos compostos na Índia.

Porém, o mais interessante não é o fato dessa doutrina ter sido apresentada no Yavana jātaka e no VYJ, mas sim o fato dela ter se preservado sutilmente e já de forma corrupta em ślokas de textos posteriores, na seção que trata dos Chandra yogas. No caso, todos os jyotiṣa-śāstras que discutem os Chandra yogas (todos, praticamente) citam o seguinte:

Se Chandra ocupa seu próprio navāṁśa ou o navāṁśa de um graha amigo, a genitura é diurna e Guru lança um dṛṣṭi a Chandra, o indivíduo será abastado.

ou

Se Chandra ocupa seu próprio navāṁśa ou o navāṁśa de um graha amigo, a genitura é noturna e Śukra lança um dṛṣṭi a Chandra, o indivíduo será abastado.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Sobre a conjunção de Guru (Júpiter) e Śani (Saturno) em 21.12.2020

As conjunções de Guru (Júp) e Śani (Sat) foram chamadas pelos astrólogos medievais de grandes conjunções, pois elas ocorrem a cada 20 anos e são, portanto, as conjunções que levam mais tempo para ocorrer, considerando-se os sete grahas visíveis.

O astrólogo que popularizou o conceito das grandes conjunções, embora essa já existisse antes mesmo de sua contribuição, foi Abū Ma’shar, um persa que viveu no século IX. A ideia astrológica por trás desse fenômeno astronômico é a de que, por Guru e Śani serem grahas mais lentos e relacionados aos aspectos sociais, suas conjunções seriam úteis para demarcar as características de uma época, o que incluiria prever a ascensão e o declínio de reinos, religiões e de seus líderes. Em outras palavras, as grandes conjunções seriam um dos principais recursos do que podemos chamar de astrologia histórica. Elas, no entanto, não foram abertamente abordadas pelos indianos, embora hoje em dia muitos jyotiṣīs estejam aderindo a ideia, que possivelmente foi formulada já no período da astrologia helenística, mas só foi ganhar uma dimensão mais clara entre os astrólogos persas do período medieval.

Como conjunções que ocorrem a cada 20 anos não são tão relevantes assim para demarcar mudanças históricas significativas, os astrólogos não usavam exatamente dessas grandes conjunções para realizar suas principais previsões e profecias. Eles na verdade usavam das chamadas grandes mutações. As grandes mutações seriam as transições das conjunções de Guru e Śani de uma triplicidade de signos (por exemplo, áries, leão e sagitário, que formam a triplicidade de fogo) a outra. No caso, as conjunções médias de Guru e Śani se repetem ao longo de uma triplicidade por cerca de 200 anos e completam um ciclo ao longo de todas as quatro triplicidades em 800 anos. Há ainda alguns ciclos maiores que podem ser extraídos dessas conjunções, mas em geral, o que se utilizavam entre os astrólogos medievais eram os ciclos de 200 anos e os ciclos menores, de 20 anos.

sábado, 7 de novembro de 2020

Cursos online de astrologia indiana para o primeiro semestre de 2021 - inscrições vão até 10 de janeiro

Abrirei no mês de janeiro vagas para os meus três cursos online de Parāśarī jyotiṣa, de nível I, II e III, e também o curso de introdução ao Jaimini jyotiṣa. No caso do curso de Parāśarī, o curso de nível I é o de fundamentos básicos do jyotiṣa, o de nível II é o curso de yogas, as configurações dos grahas, enquanto o de nível III é o de técnicas preditivas como daśās, trânsitos e revolução solar (varṣaphala).

A data máxima de inscrição vai até o dia 10 de janeiro, portanto, os interessados devem me contatar até lá via e-mail (jyotishabr@gmail.com), ou whatsapp (12996242742).

Abaixo dou maiores informações sobre cada um dos cursos separadamente, o que inclui valores:


NÍVEL I - FUNDAMENTOS BÁSICOS DO JYOTIṢA

Esse curso é focado no método descrito por Varāhamihira em seu Bṛhat jātaka e que foi expandido na Sārāvalī, Phaladīpikā e Jātaka pārījāta, os quais integram os quatro principais textos de jyotiṣa. No entanto, também complementaremos o nosso estudo com outras referências clássicas, tais como o Bṛhat Parāśara horā śāstra e o Sarvārtha chintāmaṇi.

O curso tem extensão de cinco meses e abrange os seguintes tópicos:

1. Introdução ao jyotiṣa

2. Karma, reencarnação e destino (daiva)

3. Os doze signos (rāśis) e o āyanāṁśa (precessão dos equinócios)

4. Os nove planetas (grahas)

5. Olhares dos planetas (graha-dṛṣṭis)

6. Avaliando a força dos planetas (graha-bala)

7. As divisões de um signo (vargas)

8. As doze casas (bhāvas)

9. Kendras (1, 4, 7 e 10) & koṇas (5 e 9)

10. Upachayas (3, 6, 10 e 11), dusthānas (6, 8 e 12) & mārakas (2 e 7)

11. Natureza funcional dos planetas para cada ascendente

12. O processo de delineação

13-19. Aulas práticas

20. Pacificação dos planetas (graha-śāntiḥ)

Com este curso, o aluno poderá compreender como a delineação de um mapa deve ser realizada, o que o tornará apto a interpretar um horóscopo a um nível básico ou intermediário, a depender de seu empenho.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Em 18 de novembro, curso online sobre os 27 nakṣatras

Em 18 de novembro, às 18h, darei início a um curso online de nakṣatras. O curso será dado via Microsoft Teams e se dividirá em encontros semanais, totalizando oito aulas de cerca de 1h30m de extensão. Todas as aulas incluirão PDFs para estudo e acompanhamento, assim como também gravações de todo o conteúdo passado, o que permitirá que mesmo aqueles que não conseguem estar presente nos encontros possam se beneficiar do curso, pelo estudo posterior do material.

O propósito do curso é trazer esclarecimento sobre a natureza e os resultados de cada nakṣatra, baseado tanto em referências clássicas, como Bṛhat saṃhittā, Jātaka pārijāta, Nārada purāṇa, Horā makaranda, Mānsāgarī, Horā sāra e Taittirīya brāhmaṇa, como também em referências contemporâneas e minha própria experiência pessoal. Além disso, darei uma aula final sobre técnicas diversas a serem aplicadas usando dos nakṣatras.

Para a ilustração sobre a natureza e os resultados de cada nakṣatra, usarei de 5 horóscopos, logo, serão 135 horóscopos abordados ao longo de todo o curso. As aulas serão divididas da seguinte forma:

1.      Introdução aos nakṣatras; Aśvinī, Bharaṇī e Kṛttikā

2.      Rohiṇī, Mṛga, Ārdrā e Punarvasu

3.      Puṣya, Āśleṣa, Maghā e Pūrvaphalgunī

4.      Uttaraphalgunī, Hasta, Citrā e Svātī

5.      Viśākhā, Anurādhā, Jyeṣṭhā e Mūla

6.      Pūrvāṣāḍhā, Uttarāṣāḍhā, Śravaṇa e Dhaniṣṭhā

7.      Śatabhiṣa, Pūrvābhādra, Uttarabhādra e Revatī

8.      Técnicas adicionais envolvendo nakṣatras

O valor do curso é de R$ 880,00 à vista, podendo ser parcelado em dois depósitos bancários de R$ 440,00, ou então em até doze vezes no cartão, via Pagseguro. Porém, o valor a ser pago via Pagseguro é de R$ 924,00, devido a taxa cobrada. Interessados deverão se inscrever até no máximo o dia 11 de novembro. Para isso, basta me enviar um e-mail (jyotishabr@gmail.com), ou me contatar via whatsapp (12996242742). Naturalmente o curso demanda conhecimento básico do jyotiṣa. 

oṁ tat sat

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Em 09.10.20: curso sobre os fundamentos do praśna, a astrologia horária


Em 9 de outubro de 2020 estarei iniciando um curso online, via Microsoft Teams, que abordará os fundamentos do praśna, a astrologia horária. Esse método de jyotiṣa é útil tanto para responder perguntas individuais e mais específicas quanto também para auxiliar em uma consulta astrológica, já que oferece um segundo testemunho a respeito do indivíduo. 

O curso se baseará nos princípios expostos pelo astrólogo Nīlakaṇṭha no seu Tājika Nīlakaṇṭhī, ou seja, estudaremos o praśna usado no ramo do jyotiṣa que é denominado tājika. Porém, usaremos também de algumas outras referências clássicas para complementar o estudo.

Agora, em relação ao conteúdo do curso, ele incluirá três aulas, que são:

1. Introdução ao praśna jyotiṣa; utilidades; sobre o astrólogo e aquele que o consulta; momentos propícios e impróprios para a realização de um praśna

2. Sobre os significadores de uma questão; dṛṣṭis (aspectos); avasthās (condições) dos grahas

3.  Yogas específicos para praśna

No caso, teremos a primeira aula no dia 9 de outubro, a segunda no dia 12 e a terceira no dia 19. Todas as aulas serão dadas às 19hrs e terão extensão de no máximo 1h30min, incluindo PDF para acompanhamento e exemplos práticos.

O valor do curso é de R$ 400,00 à vista. Ele também pode ser parcelado via pagseguro em até 12x. Os interessados devem se inscrever até no máximo o dia 7 de outubro. Para isso, basta me contatar via whatsapp (12996242742) ou e-mail (jyotishabr@gmail.com). 

oṁ tat sat

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Indira Gandhi e os seus muitos parivartana yogas

Se há um yoga que gera confusões, esse yoga é o parivartana, que na verdade consiste em um dentre os quatro tipos de sambandhas, relacionamentos possíveis entre os grahas. Os outros três seriam a conjunção (yuti), o olhar mútuo (paraspara-dṛṣṭi) e a recepção (adhipati-dṛṣṭi).

A palavra parivartana significa “troca”, referindo-se, nesse caso, ao fato de dois grahas ocuparem um o signo do outro, como no exemplo onde Guru (Júp) ocupa libra e Śukra (Vên) ocupa peixes. Na tradição helenística, medieval, etc., de astrologia, o nome que foi dado a essa configuração é recepção mútua.

Os indianos classificaram o parivartana como pūrṇa-sambandha, ou seja, como um relacionamento pleno entre os grahas. Isso porque tais grahas vão dispor um ao outro, o que criaria entre eles uma forte relação de cooperação, a qual pode tanto gerar o bem quanto também o mal, a depender da configuração em questão. 

Em relação a isso, o sábio Mantreśvara dividiu os parivartanas em três tipos: mahā, khala e dainya. Suas definições são as seguintes:

Mahā: envolve os regentes dos bhāvas 1, 2, 4, 5, 7, 9, 10 e 11.

Khala: envolve o regente do bhāva 3 com o regente de qualquer bhāva.

Dainya: envolve o regente dos dusthānas (6, 8 e 12) com o regente de qualquer bhāva.

O mahā parivartana, naturalmente é benéfico, já que envolve regentes de bhāvas positivos, enquanto o dainya é negativo e o khala intermediário.

Para exemplificar como os parivartanas funcionam e devem ser interpretados, vou usar o mapa da Indira Gandhi, que é o mais icônico dos mapas para se estudar essa configuração. No caso, vou focar especialmente nos resultados das daśās dos grahas envolvidos nos parivartanas, pois essa é a forma mais eficaz de compreender como os grahas e seus yogas funcionarão em um mapa.