quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Em 18 de novembro, curso online sobre os 27 nakṣatras

Em 18 de novembro, às 18h, darei início a um curso online de nakṣatras. O curso será dado via Microsoft Teams e se dividirá em encontros semanais, totalizando oito aulas de cerca de 1h30m de extensão. Todas as aulas incluirão PDFs para estudo e acompanhamento, assim como também gravações de todo o conteúdo passado, o que permitirá que mesmo aqueles que não conseguem estar presente nos encontros possam se beneficiar do curso, pelo estudo posterior do material.

O propósito do curso é trazer esclarecimento sobre a natureza e os resultados de cada nakṣatra, baseado tanto em referências clássicas, como Bṛhat saṃhittā, Jātaka pārijāta, Nārada purāṇa, Horā makaranda, Mānsāgarī, Horā sāra e Taittirīya brāhmaṇa, como também em referências contemporâneas e minha própria experiência pessoal. Além disso, darei uma aula final sobre técnicas diversas a serem aplicadas usando dos nakṣatras.

Para a ilustração sobre a natureza e os resultados de cada nakṣatra, usarei de 5 horóscopos, logo, serão 135 horóscopos abordados ao longo de todo o curso. As aulas serão divididas da seguinte forma:

1.      Introdução aos nakṣatras; Aśvinī, Bharaṇī e Kṛttikā

2.      Rohiṇī, Mṛga, Ārdrā e Punarvasu

3.      Puṣya, Āśleṣa, Maghā e Pūrvaphalgunī

4.      Uttaraphalgunī, Hasta, Citrā e Svātī

5.      Viśākhā, Anurādhā, Jyeṣṭhā e Mūla

6.      Pūrvāṣāḍhā, Uttarāṣāḍhā, Śravaṇa e Dhaniṣṭhā

7.      Śatabhiṣa, Pūrvābhādra, Uttarabhādra e Revatī

8.      Técnicas adicionais envolvendo nakṣatras

O valor do curso é de R$ 880,00 à vista, podendo ser parcelado em dois depósitos bancários de R$ 440,00, ou então em até doze vezes no cartão, via Pagseguro. Porém, o valor a ser pago via Pagseguro é de R$ 924,00, devido a taxa cobrada. Interessados deverão se inscrever até no máximo o dia 11 de novembro. Para isso, basta me enviar um e-mail (jyotishabr@gmail.com), ou me contatar via whatsapp (12996242742). Naturalmente o curso demanda conhecimento básico do jyotiṣa. 

oṁ tat sat

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Em 09.10.20: curso sobre os fundamentos do praśna, a astrologia horária


Em 9 de outubro de 2020 estarei iniciando um curso online, via Microsoft Teams, que abordará os fundamentos do praśna, a astrologia horária. Esse método de jyotiṣa é útil tanto para responder perguntas individuais e mais específicas quanto também para auxiliar em uma consulta astrológica, já que oferece um segundo testemunho a respeito do indivíduo. 

O curso se baseará nos princípios expostos pelo astrólogo Nīlakaṇṭha no seu Tājika Nīlakaṇṭhī, ou seja, estudaremos o praśna usado no ramo do jyotiṣa que é denominado tājika. Porém, usaremos também de algumas outras referências clássicas para complementar o estudo.

Agora, em relação ao conteúdo do curso, ele incluirá três aulas, que são:

1. Introdução ao praśna jyotiṣa; utilidades; sobre o astrólogo e aquele que o consulta; momentos propícios e impróprios para a realização de um praśna

2. Sobre os significadores de uma questão; dṛṣṭis (aspectos); avasthās (condições) dos grahas

3.  Yogas específicos para praśna

No caso, teremos a primeira aula no dia 9 de outubro, a segunda no dia 12 e a terceira no dia 19. Todas as aulas serão dadas às 19hrs e terão extensão de no máximo 1h30min, incluindo PDF para acompanhamento e exemplos práticos.

O valor do curso é de R$ 400,00 à vista. Ele também pode ser parcelado via pagseguro em até 12x. Os interessados devem se inscrever até no máximo o dia 7 de outubro. Para isso, basta me contatar via whatsapp (12996242742) ou e-mail (jyotishabr@gmail.com). 

oṁ tat sat

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Indira Gandhi e os seus muitos parivartana yogas

Se há um yoga que gera confusões, esse yoga é o parivartana, que na verdade consiste em um dentre os quatro tipos de sambandhas, relacionamentos possíveis entre os grahas. Os outros três seriam a conjunção (yuti), o olhar mútuo (paraspara-dṛṣṭi) e a recepção (adhipati-dṛṣṭi).

A palavra parivartana significa “troca”, referindo-se, nesse caso, ao fato de dois grahas ocuparem um o signo do outro, como no exemplo onde Guru (Júp) ocupa libra e Śukra (Vên) ocupa peixes. Na tradição helenística, medieval, etc., de astrologia, o nome que foi dado a essa configuração é recepção mútua.

Os indianos classificaram o parivartana como pūrṇa-sambandha, ou seja, como um relacionamento pleno entre os grahas. Isso porque tais grahas vão dispor um ao outro, o que criaria entre eles uma forte relação de cooperação, a qual pode tanto gerar o bem quanto também o mal, a depender da configuração em questão. 

Em relação a isso, o sábio Mantreśvara dividiu os parivartanas em três tipos: mahā, khala e dainya. Suas definições são as seguintes:

Mahā: envolve os regentes dos bhāvas 1, 2, 4, 5, 7, 9, 10 e 11.

Khala: envolve o regente do bhāva 3 com o regente de qualquer bhāva.

Dainya: envolve o regente dos dusthānas (6, 8 e 12) com o regente de qualquer bhāva.

O mahā parivartana, naturalmente é benéfico, já que envolve regentes de bhāvas positivos, enquanto o dainya é negativo e o khala intermediário.

Para exemplificar como os parivartanas funcionam e devem ser interpretados, vou usar o mapa da Indira Gandhi, que é o mais icônico dos mapas para se estudar essa configuração. No caso, vou focar especialmente nos resultados das daśās dos grahas envolvidos nos parivartanas, pois essa é a forma mais eficaz de compreender como os grahas e seus yogas funcionarão em um mapa.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Melapaka - a sinastria

A questão que mais interessa para as pessoas em geral, em uma consulta, é sobre a vida afetiva. Isso é algo que quem atende sabe bem. Nunca calculei a porcentagem de pessoas que pergunta sobre o assunto, mas imagino que passe dos 70%. Claro que as pessoas também possuem outras preocupações, mas sem dúvida, essa se destaca. Seres humanos são essencialmente gregários e enxergam propósito na vida quando podem servir e amar a algo, seja a família, a sociedade, ou, na sua expressão mais perfeita: a Deus. Sem servir e amar a algo, definhamos, e como vivemos no mundo da dualidade, somos inclinados a idealizar a perfeição do serviço e do amor em uma parceira, ou parceiro afetivo.

Logo, visando dar uma breve ideia de como no jyotiṣa o tema afetivo é analisado, decidi escrever esse artigo, que aborda melapaka, o que no ocidente chamamos de sinastria. Basicamente, na tradição indiana, o melapaka consite na análise de oito (aṣṭa) ou dez elementos (daśa kuta) que são todos baseados no nakṣatra ou no signo ocupado por Chandra (Lua) no mapa do casal. Essas considerações são rajju, mahendra, gaṇa, etc., que avaliam coisas como harmonia, atração física, saúde, fortuna, etc., dentro do contexto da relação. Porém, essa análise é não só qualitativa como também quantitativa, já que ao final dela os pontos indicados por cada conjugação são somados para então saber se a relação é ou não recomendada.

Na Índia, esse método de aṣṭa/daśa kuta é bem respeitado e seguido. Muitos, inclusive, são dogmáticos quanto ao método e não aceitam nada mais além dele. Em termos de textos clássicos, o encontrei no Jātaka deśa mārga de Somayajī e também em um kāma śāstra, mas se não me falha a memória a origem dele é um outro texto que agora não me lembro o nome. De qualquer forma, partir apenas do aṣṭa/daśa kuta para determinar a compatibilidade de um casal não é nada prudente, já que há outras técnicas a serem empregadas, algo que, inclusive, foi abordado pelo Robert Svoboda e o Hart de Fouw no Light on relationships, livro que ambos escreveram juntos. Mesmo certos astrólogos indianos com quem travei contato deixaram claro que a sinastria vai muito além do aṣṭa/daśa kuta, algo que eu, na minha ínfima experiência, também concordo.

Matematizar técnicas de jyotiṣa soa muito tentador, já que resolveria com números um problema interpretativo e que pode facilmente descambar na subjetividade do interpretador. Mas como o jyotiṣa não é só matemática, pelo contrário, é muito mais simbólico, se faz necessário o uso de outras técnicas antes de se emitir qualquer julgamento sobre a compatibilidade de um casal.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Inauguração: curso de Jaimini jyotiṣa - Inscrições até o dia 17 de julho

No dia 24 de julho darei início a um curso online de Jaimini jyotiṣa. Trata-se de um curso introdutório ao assunto, ainda que bem rico em informação. Todo o conteúdo apresentado ao longo das aulas será abalizado nas fontes tradicionais do sul da Índia, tais como o Jātaka sāra saṅgraha, o Jyotiṣa phala ratna mālā, a Kalpalatā e outros, assim como também nos escritos e ensinamentos de Irangati Rangācharya e de seu aluno, Shanmukha Teli, com quem venho estudando esse método desde 2015. Inclusive, para quem não tem muita informação sobre a escola Jaimini de jyotiṣa, recomendo a leitura deste artigo. Basicamente essa é uma vertente fascinante da astrologia indiana, mas também muito velada e incompreendida fora dos círculos tradicionais do sul da Índia, que foi onde essa escola se desenvolveu melhor.

As aulas que darei ao longo do curso serão vinte, durando cinco meses, ou seja, teremos uma aula por semana e com duração de no máximo 1h30min. Todas as aulas teóricas incluirão PDFs para estudo, mapas para exemplificação, referências bibliográficas e, além disso, também gravarei o conteúdo de todas as aulas em áudio para que possam ouvir novamente, o que, inclusive, viabiliza o curso àqueles que não tem condições de comparecer aos encontros online.

A programação será a seguinte:

1. Introdução ao Jaimini jyotiṣa
2. Viśeṣa lagnas (ascendentes especiais) & as quatro fontes de força
3. Yogadas & argalas
4. Chara kārakas & svāṁśa lagna (ascendente derivado a partir do ātmakāraka)
5. Ārūḍhas
6-7. Yogas
8. Āyurdāya (método de determinação da longevidade)
9. Darpaṇa & śūla daśā (daśās para determinar o período da morte)
10. Sthira daśā (daśā para determinar o período da morte)
11. Chara, trikoṇa & chara paryāya daśā (daśās para predição de eventos gerais)
12. Checklist de delineação
13-20. Aulas práticas

sábado, 23 de maio de 2020

Cursos online de astrologia indiana para o segundo semestre de 2020 - inscrições até o dia 10 de julho

Abrirei no mês de julho vagas para os meus três cursos online de jyotiṣa, de nível I, II e III. No caso, o curso de nível I é o de fundamentos básicos do jyotiṣa, o de nível II é o curso de yogas, as configurações dos grahas, enquanto o de nível III é o de técnicas preditivas como daśās, trânsitos e revolução solar (varṣaphala).

A data máxima de inscrição vai até o dia 10 de julho, portanto, os interessados devem me contatar até lá via e-mail (jyotishabr@gmail.com), ou whatsapp (12996242742).

Abaixo dou maiores informações sobre cada um dos cursos separadamente, o que inclui valores:

NÍVEL I - FUNDAMENTOS BÁSICOS DO JYOTIṢA

Esse curso é focado no método descrito por Varāhamihira em seu Bṛhat jātaka e que foi expandido na Sārāvalī, Phaladīpikā e Jātaka pārījāta, os quais integram os quatro principais textos de jyotiṣa. No entanto, também complementaremos o nosso estudo com outras referências clássicas, tais como o Bṛhat Parāśara horā śāstra e o Sarvārtha chintāmaṇi.

O curso tem extensão de cinco meses e abrange os seguintes tópicos:

1. Introdução ao jyotiṣa
2. Karma, reencarnação e destino (daiva)
3. Os doze signos (rāśis) e o āyanāṁśa (precessão dos equinócios)
4. Os nove planetas (grahas)
5. Olhares dos planetas (graha-dṛṣṭis)
6. Avaliando a força dos planetas (graha-bala)
7. As divisões de um signo (vargas)
8. As doze casas (bhāvas)
9. Kendras (1, 4, 7 e 10) & koṇas (5 e 9)
10. Upachayas (3, 6, 10 e 11), dusthānas (6, 8 e 12) & mārakas (2 e 7)
11. Natureza funcional dos planetas para cada ascendente
12. O processo de delineação
13-19. Aulas práticas
20. Pacificação dos planetas (graha-śāntiḥ)

Com este curso, o aluno poderá compreender como a delineação de um mapa deve ser realizada, o que o tornará apto a interpretar um horóscopo a um nível básico ou intermediário, a depender de seu empenho.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Corona vírus: uma perspectiva astrológica

De uns dias para cá muitas pessoas tem me solicitado uma explicação astrológica sobre o que está ocorrendo no mundo, portanto, decidi escrever algo do que percebo.

Em 26.12.2019 ocorreu um eclipse solar em sagitário, envolvendo também Júpiter em uma orbe estreita com a dos luminares. Esse eclipse foi visível na Ásia e também na Austrália. A princípio, por Júpiter participar da configuração e Saturno estar distante longitudinalmente, embora também em sagitário, minha ideia foi de que esse não seria um eclipse tão negativo assim, pois há instruções nas escrituras de astrologia que dizem que quando um benéfico predomina sobre um eclipse, seus efeitos serão positivos. Bem, ocorreu o contrário, o efeito foi muito negativo, pois na Austrália ocorreram incêndios gigantescos, enquanto que na Ásia surgiu o corona vírus, justamente no fim do mês de dezembro.

Creio que a razão de Júpiter não ter amenizado os efeitos do eclipse se deve ao fato dele ter ficado combusto no dia do eclipse. Sua orbe em relação aos luminares era de apenas 2º, o que tornou essa uma combustão muito severa.

Quando há aflições significativas a Júpiter, isso afeta o ākāśa, o elemento éter, que é responsável por acomodar todas as coisas, mantendo-as unidas e em harmonia. Logo, com sua aflição, invés de harmonia, o que obtemos é exatamente o oposto: desarmonia, caos, conflitos, imoralidade e impiedade. Naturalmente, isso inclui também epidemias, pois aflições a Júpiter evocam a ira dos devas, que é uma das três fontes de sofrimento nesse mundo (as outras duas são os sofrimentos causados por nós mesmos e por outros seres). O termo sânscrito usado para se referir a isso é adhidaivika-kleśa, o que inclui todos os tipos de desequilíbrios da natureza, os quais refletem a ira dos devas (que personificam as forças da natureza) em relação a impiedade e o egoísmo humano.